Happiness, where are you?

À despeito de crises, quedas de aviões, gripes e outras tragédias do cotidiano, tenho notado que todo mundo anda bastante infeliz. Há necessidade geral de amar, pelo menos é o que dizem, mas ninguém se dispõe a arriscar. É mais fácil destilar amargura sozinho a dar o braço a torcer de que precisamos do outro.

Descobri há pouco tempo o cinema de Todd Solondz, crítico ácido da sociedade americana, que de uma forma ou de outra a gente reproduz por aqui. Vi três filmes seus em sequência: Felicidade, Histórias Proibidas e Bem-vindo à casa de bonecas. Todos apresentam personagens em busca de solução para suas vidas medíocres ou mesmo doentias. Nada dá certo, entretanto. Os personagens são confrontados uns com os outros e as soluções ficam a quilômetros de distância. Sobra no fim a sensação de  que nada mesmo tem jeito. Resta guardar os mortos na geladeira ou gozar na parede para colar cartões postais.

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